domingo, 27 de agosto de 2017

A SUBCONSCIÊNCIA COLETIVA: ALFA E OMEGA




Agosto 27, 2017





Estamos entrando no Alfa e na Omega, o começo e o fim do que foi antes (desde o nascimento deste planeta e da história humana) e no Novo Alfa e Omega, o Novo Começo.

Nas últimas semanas, tive muitas coisas que surgiram, que precisavam ser liberadas, e muito tinha a ver com o desbloqueio e a limpeza COLETIVA - nem tanto o desbloqueio e limpeza de minha própria alma, mas a do coletivo.

CG Jung chamou isso de subconsciente coletivo - eu chamo isso de bancos de memória celular coletiva da humanidade, uma vez que a Árvore da Vida foi tomada da humanidade.

A Árvore da Vida em si é muitas vezes mal interpretada e mal compreendida pelos seres humanos, como sendo um tipo de Árvore do Conhecimento ou do Bem e do Mal. Essa é a verdade que a humanidade perdeu, que foi a sua co-criação com o Divino, porque  abusaram de seus poderes e não aderiram às Leis Cósmicas Divinas, nas quais os firmamentos inteiros descansam cósmicamente - de fato, toda a Criação se baseia nessas Leis, o que Regulam as formas e estruturas de todas as formas de vida e de toda a vida, por conseguinte, TODA A CRIAÇÃO. Existem muitas camadas dessas Leis, mas quando aderidas traz equilíbrio, harmonia, ordem, paz.

Na verdade, a Árvore da Vida, é um Campo de Matriz de Energia Superconsciente Cósmica, que contém todos os conhecimentos, tecnologia e sabedoria em todos os níveis da Criação e contém os 7 e os 12 Fogos Sagrados, as Cartas de Fogo de Amrita, a Yod Perdida (o Fogo de Deus / Deusa), o fogo do conhecimento, o conhecimento das Pirâmides de Cristal e da Rede de Energia da Pirâmide Cristalina, o Conhecimento Perdido dos Antigos que pertence ao Todo-Que-Tudo-Conhece, Que-Tudo-Vê e Toda-Trindade Tríade do Conhecimento, com o Conhecimento do Adão Kadmon (Homem da Terra ou Homem Primordial) foi guardado na memória celular original das primeiras raças voluntárias na Terra, como relatei no meu novo livro "Por que eu nasci na África: a história anteriormente não registrada de Elysium e do Reino do Leão".

Com esse conhecimento perdido, as energias Phi e PSI (Y), como o Phi detém SOMENTE UM COMPONENTE de energia e do sagrado Significado Dourado. Em contrapartida o PSI, o aspecto FEMININO e todas as equações matemáticas e as Geometrias Sagradas e todos os conhecimentos nele contidos foram REMOVIDOS do Planeta pelo Divino Feminino, quando se retirou o seu conhecimento e tecnologia do planeta, com a queda da Atlântida.

Não podemos recuperar o conhecimento das pirâmides e como elas realmente funcionavam sem o componente Psi, para o Phi, ele sozinho é impotente, se não for equilibrado pelo Psi, pois sempre há equilíbrio cosmicamente. Quando o Masculino e o Feminino estão se equilibrando, as TERCEIRAS E PODEROSAS FORÇAS SÃO COSMICAMENTE LIBERADAS.

Mais do que isso, com a perda das Chaves e dos Códigos para desbloquear o Conhecimento guardado no 7º Dom da Iluminação  também perdemos nossa cidadania cósmica no rescaldo de toda a destruição causada pela humanidade.

Mais do que isso, não recuperamos o pleno uso de nossos 12 corpos, e só agora estamos começando a lembrar sobre o uso dos corpos físicos, emocionais, mentais e espirituais e, em certa medida, dos corpos da alma, mas nem sequer estamos tocando na ativação plena dos 12 sistemas corporais que nos permitirá ao  teletransporte à vontade, a nos tornarmos visíveis e invisíveis, e mudarmos de forma física em qualquer forma de energia que desejarmos.

É somente quando o uso do sistema de 12 corpos forem totalmente ativados, que poderemos realmente entrar na co-criação novamente.

Agora estamos entrando em um tempo, quando os bancos coletivos de memória do intenso trauma e dor causados ​​pela destruição de Elysium, do Reino do Leão, de Avalon, de Mu, de Lemuria e de Atlantida deixaram marca nesse banco de memória.

Na medida em que cada um de nós fizermos o trabalho de liberação interior, na pratica do perdão para nós mesmos e para os outros, e expandir isso através das sociedades, pois que em divisões globais aparentes não podemos curar coletivamente.

Todas as almas envolvidas com esses continentes perdidos agora voltaram em massa, para finalmente dominarem os Padrões Kármicos coletivos de autodestruição, e para recuperar o domínio cósmico completo, de co-criação, assim devemos atingir um alto grau de Maestria de NÓS MESMOS antes que alguém possa ajudar a curar o Coletivo.

Cada um de nós é tão responsável por SI MESMO BEM COMO SOMOS RESPONSÁVEIS PELO COLECTIVO.

Na verdade, não há O NÓS nem OS OUTROS - somos todos iguais e os mesmos.

A Lei Divina Cósmica do UM E DOS MUITOS se aplicam aqui.

O Um é o Muitos e os Muitos é o Único.

Devemos reclamar nossa responsabilidade e curar o que foi destruído coletivamente ANTES de que todos nós estejamos finalmente liberados para viver plenamente na Nova Era de Ouro.





Por : Judith Kusel

Escritora e Coach da Vida







quarta-feira, 23 de agosto de 2017

OS CORPOS FÍSICO, EMOCIONAL, MENTAL E OS 12 CORPOS DA FORMA HUMANA




Agosto 23, 2017






A maioria das pessoas fica tão desligada com seus corpos físicos, os chakras, etc. dentro desse corpo, que eles não estão cientes de que isso forma apenas uma única entidade, dentro de um todo muito vasto. 

Antes de tudo, temos 12 chakras no momento unindo a configuração dos campos de consciência mais altos, que precisam ser totalmente ativada agora. Em essência, existem 352 chakras ao todo, e quanto mais evoluído você se torna, mais campos de energia serão ativados. No momento, é essencial que os 3 chakras que estão acima de sua cabeça: causal, alma e porta estelar, todos sejam abertos, para que você possa acessar as dimensões mais altas. E também, há outro chakra logo abaixo do seu umbigo, que é chamado de chakra do umbigo, entre o chakra do plexo sacral e solar, que também precisa ser ativado.

O chakra mais importante é o chakra da estrela da Terra, que tem cerca de 15 cms debaixo de seus pés e isso ancora sua alma na Mãe Terra. Na verdade, com o seu Portal Estrela e os chakras da alma abertos, você precisa do chakra da estrela da Terra aberto, de modo que o fluxo de energia não seja bloqueado em qualquer lugar.


Se você ainda não sabe sobre a ponte Antakarana (Luz), e como isso é essencial para ativar os estados superiores de consciência, com todos esses chakras, sugiro que você tenha um ponto de conhecimento sobre isso e ative-o. Isso funciona como um canal para a comunicação Divina pura, e forma uma ponte entre você e as dimensões mais altas. Isso ajuda a abrir canais de comunicação e traz mais luz. Ele precisa passar pelo seu Portal Estrela,  passar por todos os seus chakras, e no chakra da estrela da terra e, em seguida, até o meio da terra, estando firmemente ancorado no cristal da Pirâmide do Sol lá.

O corpo emocional é a próxima camada, ou corpo que se forma em torno de sua forma física. Isso contém toda a sua bagagem emocional - SENTIMENTOS. Tudo o que você sente em algum nível é programado aqui. Se você carrega tanta bagagem emocional com você, essa carga obstrui esse corpo e, literalmente, você começa a sentir como se estivesse arrastando uma tonelada de tijolos. Quando perdoamos os outros e a nós mesmos, liberamos o trauma da vida atual e passado, então esse corpo se inflama e é limpo e purificado.

O corpo mental se forma em torno do corpo emocional, e esta é a força do nosso pensamento e se relaciona com o nosso sistema nervoso central. Se esse corpo estiver em sobrecarga, ficamos estressados, ou entamos em curto-circuito nos nossos sistemas em algum lugar ao longo da linha. Se nossos cérebros esquerdo e direito estão fora de equilíbrio, esse corpo está fora de equilíbrio. Precisa estar em maior alinhamento com nossos corpos físicos e emocionais, antes que ele possa funcionar no melhor nível. 

O corpo espiritual é o nosso centro espiritual e se estende às vezes até uma milha de fora de nossos corpos físicos. É o nosso eixo central. É aqui que SENTIMOS ou PERCEBEMOS os campos de energia de todos nós. É por isso que, pessoas altamente espirituais ou ligadas a alma que ativaram completamente os quatro corpos, terão uma vasta luz em torno deles - e possuem uma auréola em volta de suas cabeças. A auréola é a estrela da alma totalmente ativada e o corpo espiritual cristalino e em harmonia com os corpos físico, emocional e mental. 

Note, este não é nosso campo áurico, mas é verdadeiramente outro corpo. É por isso que as pessoas super sensíveis lerão imediatamente os campos de energia dos outros, pois o corpo espiritual possui sensores e pega os campos de energia vibratória dos outros. Quanto mais espiritualmente conscientes nos tornamos, mais esses sensores vão pegar o que é discordante com seus campos de energia.

Quanto mais conscientes nos tornamos, mais de nossos chakras, e mais outros 33 centros de energia em nossos corpos são ativados, mais o resto dos 9 corpos começam a se formar em torno dos quatro básicos. Não vou nomeá-los aqui, pois este é um ensino bastante avançado e não é para aqueles que ainda são novatos, mas é dentro de cada um desses corpos que mais chaves e códigos são armazenados, ou padrões se você gosta do nosso Divino original ou o plano da alma e nossa conexão com o nosso grupo de mônadas ou almas, a Presença EU SOU.



Toda a vida tem 12 corpos. A Mãe Terra não é exceção. Isso é quando faço limpeza da terra ou trabalho de limpeza, ou envio amor para a Mãe Terra, eu sempre incluo os corpos físico, emocional, mental e todos os 12 chakras da Mãe Terra. Ela é um TRONO vivo e respirador e, portanto, faz parte do próprio Deus. Os Tronos cuidam e protegem os planetas. Transformam sabedoria divina em frequências que a humanidade pode aceitar. Lady Gaia decretou que é importante para o resto de todo esse universo que elevemos a um estado de consciência muito superior e a uma banda de freqüência muito maior. Por isso, ela tem que desintoxicar e começou a descartar negatividade através de vulcões, terremotos e enchentes, etc.

Temos uma parte vital a desempenhar na conscientização do nosso planeta à medida que limpamos e limpamos nossos próprios sistemas e corpos de energia e elevamos nossa própria consciência.

Estou compartilhando esta informação porque me perguntam sobre isso. Essencialmente, isso faz parte do meu currículo de ensino.

Não se pode apenas alcançar os estados superiores de consciência, sem fazer o trabalho interno e, mais importante, o trabalho de limpeza interior. Mesmo diariamente, nossos centros de energia podem ficar entupidos, porque absorvemos as toxinas de vibrações negativas e mais densas ao nosso redor. 

Quanto mais nos tornamos conscientes de que somos campos de energia e caminhantes de energia pura, mais nos tornamos conscientes de que somos tão incrivelmente criados e reunidos por um cérebro mestre que não existimos apenas de uma única forma.

Quando todos os 12 corpos estão totalmente ativados, podemos vibrar em bandas de alta freqüência, que nossos corpos são pura luz. Podemos facilmente bi-localizar, agregar e desagregar,  e nos teletransportar. 

No entanto, ainda temos um longo caminho a percorrer antes que a maior parte da humanidade atinja tudo isso.

A maioria ainda acha  difícil  discernir isso, nunca limpam e purificam seus próprios corpos e campos de energia.






Escritora e Coach da Vida






quarta-feira, 16 de agosto de 2017

O 12º PLANETA - O INFINDÁVEL COMEÇO - CAP. 1 - Livro I das Crônicas da Terra - ZECHARIAS SITCHIN




Agosto 17, 2017









Agradecimentos do Autor

O autor deseja expressar sua gratidão aos muitos estudiosos que, ao longo de mais de um século, desenterraram, decifraram, traduziram e explicaram as relíquias textuais e artísticas do antigo Oriente Médio e às muitas instituições e suas equipes por cuja excelência e cortesia ficaram à disposição do autor os textos e provas pictóricas sobre as quais se baseou este livro. 

O autor deseja agradecer especialmente à Biblioteca Pública de Nova York e ao seu Departamento Oriental; à Biblioteca de Pesquisa (Sala de Leitura e Sala Oriental de Estudantes) do Museu Britânico, Londres; à Biblioteca de Pesquisa do Seminário Teológico Judeu, Nova York; e, pela assistência iconográfica aos curadores do Museu Britânico e ao conservador das Antiguidades Assírias e Egípcias; ao diretor do Museu Pré-Asiático, Museus Estatais, Berlim Oriental; ao Museu da Universidade de Filadélfia; à Reunião dos Museus Nacionais, França (Museu do Louvre); ao curador e Museu de Antiguidades de Alepo; à Administração do Espaço e Aeronáutica Nacional dos Estados Unidos (NASA ).



Nota do Autor

A fonte fundamental dos versos bíblicos citados neste livro é o Antigo Testamento em seu original em hebraico. Dever-se á ter sempre presente no espírito que todas as traduções consultadas - das quais as principais se encontram listadas no fim do livro - são apenas isso: traduções ou interpretações. Na análise final, o que conta é o que nos diz o original hebraico.

Na versão final citada em O Décimo Segundo Planeta comparei as traduções disponíveis um as com as outras, primeiro; depois, com a fonte hebraica, e, finalmente, com os textos sumérios e acádios para trazer à luz aquela que penso ser a mais precisa tradução.

A tradução de textos sumérios, as sírios, babilônicos e hititas tem dado que fazer a uma legião de eruditos desde há mais de um século. A decifração da escrita e da língua foi seguida de transcrições, transliterações é, finalmente, traduções. Em muitas circunstâncias, foi possível escolher entre diferentes traduções ou interpretações apenas pela verificação de transcrições ou transliterações muito anteriores. Noutras circunstâncias, uma aproximação mais tardia de um estudioso contemporâneo pôde lançar nova luz sobre uma tradução mais antiga. A lista de fontes dos textos do Oriente Médio dada no fim deste livro abrange, assim, desde as mais antigas às mais recentes fontes e é seguida pelas publicações acadêmicas nas quais se encontraram valiosas contribuições para a compreensão dos textos. 

Z. Sitchin



PRÓLOGO : GÊNESIS


O Antigo Testamento habita minha vida desde a infância. Quando foi plantada a semente deste livro, há quase cinqüenta anos, eu não tinha nenhum conhecimento dos fervilhantes debates evolução versus Bíblia dessa altura. Mas, como qualquer jovem rapaz de escola, estudando o livro do Gênesis, em seu original hebraico, eu criei uma versão para mim próprio. Um dia, estávamos lendo o capítulo VI, onde se diz que, quando Deus decidiu destruir a humanidade com o Grande Dilúvio, os filhos das deidades que casaram com filhas de homens estavam sobre a Terra. O original hebraico chama-lhes Nefilim; o professor explicou que Nefilim - significava “gigantes” e eu discordei; literalmente não significaria «aqueles que foram lançados», que desceram à Terra ? Fui repreendido e disseram-me que aceitasse a interpretação tradicional. 

Nos anos que se seguiram, à medida que aprendia a língua, a história e a arqueologia do antigo Oriente Médio, os Nefilim tornaram-se uma obsessão. Os achados arqueológicos e a decifração de textos sumérios, babilônicos, assírios, hititas, cananitas e outros textos antigos e contos épicos foram progressivamente confirmando a precisão das referências bíblicas a reinos, cidades, governantes, praças, templos, rotas de comércio, artefatos, ferramentas e vestuário da Antiguidade. Não será agora, portanto, o tempo de aceitar a palavra desses mesmos antigos registros que encaramos Nefilim como visitantes da Terra vindos dos céus ?

O Antigo Testamento afirma repetidamente: «O trono de Javé é no céu» , «do céu o Senhor vigia a Terra» . O Novo Testamento falava «Nosso Pai que está nos céus» . Mas a credibilidade da Bíblia foi enfraquecida pelo advento e aceitação geral da teoria da evolução. Se o homem evoluiu, então, certamente, ele não pode ter sido criado de uma só vez por uma deidade que, premeditando, sugeriu: «Façamos Adão à nossa imagem e semelhança». Todos os povos antigos acreditaram em deuses que desceram à Terra vindos dos céus e que podiam a um desejo flutuar em direção aos céus. Mas nunca se reconheceu credibilidade a estes contos que os eruditos desde os primórdios classificaram como mitos.

Os escritos do antigo Oriente Médio, que incluem uma profusão de textos astronômicos, falam claramente de um planeta de onde esses astronautas ou deuses vieram. No entanto, quando os acadêmicos, há 150 anos decifraram e traduziram as antigas listas de corpos celestiais, os nossos astrônomos não sabiam ainda da existência de Plutão (que apenas foi localizado em 1930). Como se poderia, então, esperar que eles aceitassem a existência de ainda mais um planeta, membro de nosso sistema solar ? Mas agora que também nós, como os antigos, sabemos da existência de planetas para além de Saturno, agora, porque não aceitar a evidência antiga da existência do Décimo Segundo Planeta ?" 

Enquanto nós próprios nos aventuramos no espaço, um olhar novo e a aceitação das Antigas Escrituras é mais do que oportuno. Agora que os astronautas aterraram na Lua e missões não tripuladas exploram outros planetas, deixou de ser possível não acreditar que uma civilização de outro planeta mais avançado que o nosso fosse capaz de fazer aterrissar seus astronautas no planeta Terra, algures no passado.

De fato, certo número de escritores populares especularam que os artefatos antigos, tais como as pirâmides e as gigantescas esculturas de pedra, devem ter sido idealizados por avançados visitantes de outro planeta - com certeza, o homem primitivo não possuiu, por ele próprio, a tecnologia requerida ? Outro exemplo, como foi possível que a civilização suméria florescesse tão rapidamente há quase 6.000 anos sem um precursor ? Mas dado que esses escritores populares falham, normalmente, quando se trata de mostrar quando, como e, sobretudo, de onde vieram esses antigos astronautas, suas intrigantes questões permanecem especulações sem resposta.

Foram precisos trinta anos de pesquisa, de retorno às antigas fontes, de literal aceitação delas, para recriar em meu próprio espírito um cenário contínuo e plausível dos acontecimentos pré-históricos. Assim sendo, O Décimo Segundo Planeta procura fornecer narrativamente ao leitor as respostas às questões específicas: quando, como, porque e de onde. A evidência, as provas que incluo consistem basicamente de textos e até quadros antigos.

Em O Décimo Segundo Planeta, eu procurei decifrar uma sofisticada cosmogonia que explica, talvez tão bem como as modernas teorias científicas, como se pode ter formado o sistema solar, como um planeta invasor foi apanhado na órbita solar e como a Terra e outras partes do sistema solar foram trazidas à luz do dia.

As provas que ofereço incluem mapas celestiais que falam de vôos espaciais para a Terra vindos desse planeta, o Décimo Segundo. Depois, seqüencialmente, segue-se o dramático estabelecimento das primeiras colônias na Terra pelos Nefilim : aos seus dirigentes foram dados nomes; suas relações, amores, ciúmes, conquistas e lutas descritas e a natureza de sua «imortalidade» explicada. 

Sobretudo, O Décimo Segundo Planeta tem como objetivo traçar os acontecimentos importantes que levaram à criação do homem e os métodos avançados pelos quais isto foi conseguido.

É depois sugerida a relação confusa entre o homem e seus senhores e surge uma nova luz sobre o significado dos acontecimentos no Jardim do Paraíso, da Torre de Babel e do Grande Dilúvio. Finalmente, o homem, biológica e materialmente dotado pelos seus criadores, acaba por expulsar seus deuses da Terra.

Este livro sugere que não estamos sós em nosso sistema solar. Ainda assim, ele pode intensificar, mais do que diminuir, a f é numa Onipotência universal. Porque, se os Nefilim criaram o homem na Terra, podiam estar apenas cumprindo parte de um plano superior mais amplo.

 Nova York, fevereiro de 1977 . Z. SITCHIN



O INFINDÁVEL COMEÇO
Capítulo I


De todas as provas que acumulamos para apoiar nossas conclusões, a primeira a ser exibida é o próprio homem. De vários modos, o homem moderno, o Homo sapiens, é um estranho à Terra. Desde que Charles Darwin chocou os eruditos e os teólogos de seu tempo com a evidência da evolução, a vida na Terra foi ornamentada pelo homem e por primatas, mamíferos e vertebrados, e, recuando no tempo, por formas de vida progressivamente inferiores até atingirmos o ponto, há bilhões de anos, em que se presume que a vida tenha começado. Mas, chegando a esses primórdios e começando a contemplar as probabilidades de vida em algum outro ponto de nosso sistema solar e mesmo para além dele, os eruditos começaram a sentir-se apreensivos acerca da vida na Terra - de qualquer modo, ela parece não pertencer a este lugar. Se tudo começou através de um a série de reações químicas espontâneas, por que é que a vida na Terra tem uma única fonte e não um a multitude de fontes causais ? E por que é que toda a matéria viva na Terra contém tão poucos dos elementos químicos que abundam na Terra e tantos daqueles que são raros em nosso planeta ? 

Terá, então, a vida sido importada de algum lugar para a Terra ?

A posição do homem na cadeia evolucionária compôs o quebra-cabeça. Encontrando um esqueleto partido  aqui, um maxilar ali, os eruditos começaram por acreditar que o homem apareceu na Ásia há 500.000 anos. Mas, como foram encontrados fósseis mais antigos, tornou-se evidente que os moinhos da evolução se moveram muito, mas muito mais lentamente. Os macacos antecessores do homem estão agora, desconcertantemente, colocados há 25 milhões de anos. Descobertas na África Oriental revelam uma transição para macacos humanoides (hominídeos) há cerca de 14 milhões de anos. Cerca de 11 milhões de anos mais tarde apareceu lá o primeiro macaco-homem digno de ser classificado com o Homo.


O primeiro ser que se considera realmente humanóide - " australopiteco avançado " - existiu há cerca de 2 milhões de anos em algumas partes da África. Levou ainda outro milhão de anos para aparecer o Homo erectus. Finalmente, depois de outros 900.000 anos, apareceu o primeiro homem primitivo; a ele se chamou Homem de Neanderthal, segundo o nome do local em que seus vestígios foram primeiramente encontrados. A despeito da passagem de mais de 2 milhões de anos entre o australopiteco avançado e o Homem de Neanderthal, os instrumentos destes dois grupos - pedras aguçadas - são virtualmente semelhantes; e os próprios grupos (tal como se pensa que eles fossem ) são dificilmente distinguíveis.




Depois, súbita e inexplicavelmente, há 35.000 anos, uma nova raça de homens - Homo sapiens ("o homem pensante") - apareceu como que vinda do nada e varreu o Homem de Neanderthal da face da Terra. Estes homens modernos, que receberam o nome de Cro-Magnon, têm um aspecto tão semelhante ao nosso que, se os vestíssemos com nossas roupas atuais, eles se perderiam de vista por entre as multidões de qualquer cidade européia ou americana. Devido à magnificente arte de cavernas que criaram, foram primeiramente chamados os " homens das cavernas". De fato, eles vaguearam pela Terra livremente, uma vez que sabiam como construir abrigos e casas de pedra e de peles de animais para onde quer que fossem.

Por milhões de anos, as ferramentas do homem foram apenas pedras de formas úteis. O Homem do Cro-Magnon, no entanto, fez ferramentas especializadas e armas de madeira e osso. Já não era o "macaco nú ", uma vez que usava peles para se vestir. Sua sociedade estava organizada: vivia em clãs comum a hegemonia patriarcal. Seus desenhos em cavernas evidenciam talento artístico e profundidade de sentimento: seus esboços e esculturas revelam uma forma de religião, patente na adoração de uma deusa-mãe que era por vezes representada com o sinal da Lua em quarto crescente. Esse homem enterrava seus mortos e deve, portanto, ter possuído alguma filosofia a respeito da vida, da morte e, talvez mesmo, da vida após-morte.

Misterioso e inexplicável como é, o aparecimento do Homem do Cro- Magnon complica ainda mais o quebra-cabeça. Uma vez que outros vestígios do homem moderno foram descobertos (em locais que incluem Swanscombe, Steinheim e Montmaria), torna-se evidente que o Homem do Cro-Magnon se o riginou de um Homo sapiens ainda mais precoce que viveu na Ásia Ocidental e África do Norte cerca de 250.000 anos antes do Homem do Cro- Magnon.

O aparecimento do homem moderno a uns meros 700.000 a nos antes do Homo erectus e cerca de 200.000 anos antes do Homem de Neanderthal é absolutamente impensável. É também claro que o Homosapiens representa um ponto de partida tão extremo do lento processo evolucionário que muitas de nossas capacidades, tal como a capacidade de falar, não têm nenhuma conexão com os primatas mais remotos. 

Uma eminente autoridade no tema, o prof. Theodosius Dobzhansky (Man kind Evolving) [Humanidade em Evolução], ficou particularmente intrigado pelo fato de este desenvolvimento ter acontecido durante um período em que a Terra passava por uma idade do gelo, período pouco propício a progressos na evolução. Salientando que ao Homo sapiens faltam por completo algumas das peculiaridades dos tipos até aí conhecidos e aparecem algumas que nunca ocorreram, o professor conclui: "O homem moderno tem muitos fósseis, parentes colaterais, mas nenhum progenitor: sua origem, como Homo sapiens, torna -se, assim, um quebra-cabeça ". 

Como é, então, que os antecessores do homem moderno aparecem há uns 300.000 anos, em vez de aparecerem há 2 milhões ou 3 milhões de anos no futuro, seguindo um ulterior processo evolucionário ? Fomos importados para a Terra de algum ponto, ou teremos sido, como atesta o Antigo Testamento e outras fontes antigas, criados por deuses ? 

Sabemos agora onde começou a evolução e como se desenvolveu, uma vez começada. A pergunta por responder é esta : - Por  que, por que é que a civilização aconteceu realmente ? Porque agora, tal como a maior parte dos eruditos reconhece, ainda que com frustração, se somarmos todos os dados, vemos que o homem deveria ainda viver sem civilização. Não há razão óbvia para que sejamos nem um pouco mais civilizados do que as tribos primitivas das selvas amazônicas ou das regiões inacessíveis da Nova Guiné. Mas, dizem-nos, esses homens das tribos vivem ainda como na Idade da Pedra porque foram isolados. Mas isolados de quê  ? Se eles têm vivido na mesma Terra que nós, por que não adquiriram eles o mesmo conhecimento científico e tecnológico próprio, como nós pressupostamente possuímos ?

O verdadeiro quebra-cabeça, no entanto, não é o atraso dos Bushmen, mas o nosso avanço, uma vez que se reconhece agora que, no curso normal da evolução, o homem deveria ainda estar representado pelo tipo dos Bushmen, e não pelo nosso. Foram precisos alguns 2 milhões de anos ao homem para avançar na sua "indústria de ferramentas", desde o uso das pedras tal como as encontrava até a compreensão de que as poderia cinzelar e moldar, de forma a melhor servir seus próprios objetivos. Porque não mais 2 milhões de anos para aprender o uso de outros materiais e outros 10 milhões de anos para dominar as ciências matemáticas, a engenharia e a astronomia ?  E, no entanto, aqui estamos nós a menos de 50.000 anos de distância do Homem de Neanderthal, pousando astronautas na Lua. 

A questão óbvia, então, é esta: será que nós e os nossos antecessores mediterrâneos adquirimos esta avançada civilização, realmente, à nossa custa ?

Embora o Homem do Cro-Magnon não construísse arranha-céus nem usasse metais, não há dúvida de que sua civilização foi repentina e revolucionária. Sua mobilidade, sua habilidade para construir abrigos, seu desejo de se vestir, suas ferramentas manufaturadas, sua arte - tudo isto representou uma alta civilização quebrando um infindável começo que se alargou por milhões de anos e avançou lenta e dolorosamente, passo a passo .

Embora nossos eruditos não possam explicar o aparecimento do Homo sapiens e a civilização do Homem do Cro-Magnon, nesta altura, não há dúvidas referentes ao lugar originário desta civilização, ou seja, o Oriente Médio. Os planalto se as cadeias montanhosas estendidas em semi-arco desde as montanhas Zagros, a leste (onde hoje o Irã e o Iraque têm uma fronteira comum), através das cadeias Ararat e Tauro ao norte, e depois descendo para o oeste e para o sul, para as terras montanhosas da Síria, Líbano e Israel, estão repletos de cavernas onde se preservaram provas  a existência do homem pré-histórico. 

Entre estas cavernas, Shanidar está localizada na parte nordeste do semi- arco de civilização. Hoje em dia, ferozes homens curdos procuram abrigo na área das cavernas para eles próprios e para os rebanhos nos frios meses de inverno. Assim aconteceu, numa noite invernosa há 44.000 anos, quando uma família de sete pessoas (uma das quais era ainda um bebê) procurou abrigo na caverna de Shanidar.





Seus vestígios - evidentemente eles foram mortalmente esmagados por uma avalanche de  rochas - foram descobertos em 1957 por um estupefato Ralph Solecki, (O Prof. Solecki disse-me que foram encontrados apenas quatro esqueletos esmagados por avalanche) que partira para aquela área à procura de provas da existência desse homem antigo. Aquilo que ele encontrou foi mais do que poderia ter esperado. À medida que, camada após camada, os destroços iam sendo retirados, tornou-se evidente que a caverna preservava um registro claro de habitação humana na área desde 100.000 até 13.000 anos atrás. 

O que este registro mostrou foi tão surpreendente como a descoberta em si. A cultura do homem foi mostrada não como uma progressão, mas como uma regressão. Começando a partir de certo nível, as gerações posteriores evidenciam níveis civilizacionais não superior, mas inferiormente avançados. E depois, cerca do ano 27.000 a.C. até 11.000 a.C., a retrógrada e definhada população alcançou o momento de uma ausência quase completa de habitação. Por razões que supomos ser de ordem climática, o homem estava completamente desaparecido da área há cerca de 16.000 anos. 

E, em seguida, cerca do ano 11.000 a.C., o "homem pensante" reapareceu com novo vigor e comum nível de cultura inexplicavelmente superior. Foi como se um técnico invisível, observando o vacilante jogo humano, tivesse mandado para o campo uma equipe jovem e mais bem treinada para substituir a outra, já exausta. 

Ao longo dos muitos milhões de anos do seu infindável começo, o homem teve uma natureza de criança : subsistiu reunindo os alimentos que cresciam selvagens, caçando animais selvagens, capturando aves selvagens e peixes. Mas logo que as colônias humanas começaram as se dizimar, assim que o homem começou a abandonar as estâncias, quando suas conquistas materiais e artísticas desapareceram - logo nessa altura, subitamente, sem razão aparente e sem nenhum período de preparação gradual, conhecido anteriormente -, nessa altura, o homem tornou-se agricultor.

Resumindo os trabalhos de muitas eminentes autoridades no assunto, R.J. Braidwood e B. Howe (Prehistoric Investigations in Iraqi Kurdistan) [Investigações Pré-Históricas no Iraque-Curdistão] concluíram que os estudos genéticos confirmam os achados arqueológicos e não deixam dúvidas de que a agricultura começou exatamente onde o homem pensante tinha anteriormente surgido na sua primeira e crua civilização : no Oriente Médio. Não há dúvida agora de que a agricultura se espalhou pelo mundo afora a partir do arco de montanhas e planaltos do Oriente Médio. 

Empregando sofisticados métodos de datação por rádio-carbono e genética botânica, muitos eruditos de vários domínios da ciência concorrem para a conclusão que afirma terem sido o trigo e a cevada os primeiros sucessos agrícolas do homem, provavelmente através da domesticação de uma variedade selvagem de trigo. Supondo que, de qualquer modo, o homem foi submetido a um processo gradual de auto-aprendizagem da domesticação, do plantio e do cultivo de uma planta selvagem, os eruditos continuam aturdidos com a profusão de outras plantas e cereais básicos para a sobrevivência humana e com o avanço que continuou vindo do Oriente Médio. Esses cereais incluíram em rápida sucessão o milho, painço, centeio e espelta (trigo) entre os cereais comestíveis; o linho, que fornecia fibras e óleo comestível, e uma variedade de arbustos e árvores frutíferas. 

Em qualquer circunstância, a planta foi, indubitavelmente, domesticada no Oriente Médio durante milênios, antes de ter alcançado a Europa. Foi como se o Oriente Médio fosse uma espécie de laboratório genético-botânico, guiado por mão invisível, produzindo sempre e freqüentemente uma planta recentemente domesticada.

Os eruditos que estudaram as origens da vinha concluíram que seu cultivo começou nas montanhas à volt a da Mesopotâmia do Norte e na Síria e Palestina. Não é de admirar. O Antigo Testamento diz-nos que Noé "plantou uma vinha" (e chegou a embriagar-se com seu vinho) depois de sua arca ter parado no monte Ararat, quando as águas do Dilúvio começaram a retroceder. A Bíblia, tal como os eruditos, coloca, assim, o início do cultivo da vinha nas montanhas ao norte da Mesopotâmia.

Maçãs, pêras, azeitonas, figos, amêndoas, pistaches e nozes - todos foram originados no Oriente Médio e daí se espalharam para a Europa e outras regiões do mundo. De fato, não podemos deixar de recordar que o Antigo Testamento precedeu nossos eruditos vários milênios na identificação da mesma área como o primeiro pomar mundial: "E o Senhor Deus plantou um pomar no Jardim do Paraíso, no oriente.. . E o Senhor Deus fez crescer do solo todas as árvores agradáveis à vista e boas para a alimentação". 

A localização geral do " Éden " é certamente conhecida pelas gerações bíblicas. Era no "oriente" - oriente da Terra de Israel. Era num sol o irrigado por quatro rios principais, dois dos quais o Tigre e o Eufrates. Não pode haver dúvida de que o livro do Gênesis localizou o primeiro pomar nos planaltos onde estes rios se originaram, no nordeste da Mesopotâmia. Bíblia e ciência estão em absoluto acordo.

De fato, se lermos o texto original em hebraico do livro do Gênesis, não com o um texto teológico, mas como um texto científico, descobrirem os que esse livro também descreve precisamente o processo de domesticação de plantas. A ciência diz-nos que o processo se desenrolou desde as relvas selvagens para cereais selvagens e cereais cultivados, seguido depois de arbustos e árvores frutíferas. Este é exatamente o processo detalhadamente descrito no capítulo I do livro do Gênesis : 


E o Senhor disse: 
Que a Terra traga para fora  ervas; cereais que por sementes produzem sementes; árvores de frutos que criem frutos por espécies, que contêm a 
semente dentro delas próprias.


E assim se fez: 
A Terra trouxe para fora ervas; cereais que por semente produzem semente, por espécies; e árvores que criam frutos que contêm a semente dentro delas 
próprias, por espécies. 



O livro do Gênesis prossegue dizendo-nos que o homem, expulso do pomar do Éden, teve de labutar para fazer crescer seu alimento. " Do suor da tua fronte, comerás o teu pão", disse o Senhor a Adão. Depois disso, " Abel foi o guardião de rebanhos e Caim um lavrador do solo ". O homem, diz-nos a Bíblia, f ez-se pastor pouco depois de se ter tornado agricultor. 

Os eruditos concordam com esta seqüência bíblica de acontecimentos. Analisando as várias teorias referentes à domesticação animal, F. E. Zeuner (Domestication of Animals) [ Domesticação de Animais] salienta que o homem não poderia ter "adquirido o hábito de guardar animais em cativeiro ou domesticação antes de ter alcançado o estágio de vivência em unidades sociais de certas proporções". Estas comunidades estabelecidas, um pré-requisito para a domesticação animal, seguiram-se à comutação para a agricultura. 

O primeiro animal a ser domesticado foi o cão, e não necessariamente como o melhor amigo do homem, mas, provavelmente, também como fonte de alimentação. Isto ocorreu, acredita-se, cerca do ano 9.500 a.C. Os primeiros vestígios de esqueletos caninos foram encontrados no Irã, Iraque e Israel. Os carneiros foram domesticados por volta da mesma época : a caverna de Shanidar contém vestígios d e carneiros datados de cerca do ano 9.000 a.C., mostrando que todos os  anos grande parte dos  animais jovens eram mortos para alimentação e peles. As cabras, que forneciam também leite, seguiram-se brevemente; e os porcos, o gado com e sem chifres, foram os seguintes a serem domesticados. 

Em qualquer circunstância, a domesticação começou no Oriente Médio. A mudança abrupta no curso dos acontecimentos humanos que ocorreram cerca do ano 11.000 a.C. no Oriente Médio (e uns 2.000 anos mais tarde na Europa) levou os estudiosos a descreverem esse tempo como o fim nítido da Antiga Idade da Pedra (o Paleolítico) e o começo de uma nova era cultural, a Média Idade da Pedra (o Mesolítico). 

O nome é apenas apropriado se considerarmos o principal material bruto do homem, que continuava a ser a pedra. Suas habitações nas áreas montanhosas continuavam a ser construídas com pedra, suas comunidades eram protegidas por paredes de pedra, seu primeiro instrumento agrícola, a foicinha, foi feito em pedra. Ele honrava ou protegia seus mortos cobrindo e adornando suas sepulturas com pedras e usava pedra para fazer imagens de seres supremos, ou deuses, cuja benigna intervenção ele procurava. Uma dessas imagens, descoberta ao norte de Israel e datada do 9º milênio a.C., mostra a face gravada de um deus protegido por um elmo listrado e vestindo uma espécie de "óculos". 

No entanto, de um ponto de vista generalizante, seria mais apropriado chamar à idade que começou cerca do ano 11.000 a.C., não Média Idade da Pedra, mas Idade da Domesticação. Dentro do curto período de tempo de 3.600 anos - o espaço de uma noite em termos de um infindável começo - o homem tornou-se agricultor e as plantas e os animais selvagens foram domesticados. Depois, seguiu-se claramente uma nova idade. Os nossos eruditos chamam-lhe a Nova Idade da Pedra (Neolítico); mas o termo é totalmente inadequado, uma vez que a maior mudança que teve lugar por volta do ano 7.500 a.C. foi o aparecimento da cerâmica.

Por razões que ainda escapam a nossos eruditos - mas que se tornarão claras à medida que formos desenrolando nossa teia de acontecimentos pré-históricos, a marcha do homem em direção à civilização foi confinada, durante os primeiros milênios subseqüentes ao ano 11.000 a.C., aos planaltos do Oriente Médio. A descoberta dos vários usos a dar à argila foi contemporânea à descida do homem das suas moradias nas montanhas em direção aos vales mais baixos e cheios de barro.





Por volta do 7 º milênio a.C., o arco de civilização do Oriente Médio fervilhava de culturas de cerâmica em argila que produziam grande número de utensílios, ornamentos e estatuetas. Por volta do ano 5.000 a.C., o Oriente Médio produzia objetos de argila e cerâmica de soberba qualidade e desenho fantástico. 

Mas, uma vez mais, o progresso se desacelera, e, por volta do ano 4.500 a .C., a evidência arqueológica indica que a regressão vigorava por toda a parte. A cerâmica simplificou-se. Os utensílios de pedra - uma relíquia da Idade da Pedra - tornam-se, de novo, predominantes. Locais antes habitados revelam vestígios cada vez mais raros. Alguns locais que foram centros de indústrias de cerâmica e argila começaram a ser abandonados e a produção característica de argila desapareceu. " Houve um empobrecimento geral da cultura", segundo James Melaart (Earliest Civilizations of the Near East) [ As Mais Novas Civil izações do Oriente Médio ]; alguns locais revelam claramente as marcas da "nova fase de estrita pobreza". 

O homem e sua cultura estavam nitidamente em declínio.

Depois - súbita, inesperada e inexplicavelmente -, o Oriente Médio foi testemunha do florescimento da mais grandiosa civilização imaginável, uma civilização na qual a nossa tem firmes raízes. Uma mão misteriosa salvou uma vez mais o homem do seu declínio e elevou - o até um nível mais alto de cultura, conhecimento e civilização.

(continua ...)


Autor : Zecharia Sitchin 



Livro: O 12º  PLANETA 

Tradução: ANA PAULA CUNHA 

EDITORA BEST SELLER

2ª Edição - 1976




Zecharia Sitchin
1920/2010


Sobre o autor:

Um dos poucos estudiosos capazes de ler e interpretar antigos comprimidos de argila Sumérios e Akkadianos, Zecharia Sitchin (1920-2010) baseou seu best-seller The 12th Planetem textos das antigas civilizações do Próximo Oriente. Com base em tanto interesse e crítica generalizadas, suas controversas teorias sobre as origens da humanidade Anunnaki foram traduzidas para mais de 20 idiomas e apresentadas em programas de rádio e televisão em todo o mundo.

Mais sobre o autor: Sitchin (Site Oficial)



Nota do Blog : 

O livro O Décimo Segundo Planeta está descrito na íntegra.
Os grifos em vermelho são originais do livro.
Este livro também pode ser encontrado na internet em pdf gratuitamente. 





Publicação : Mostradores da Luz - Somos do Futuro